Quem não morre não vê Deus.

Aprendendo a brincar de ser feliz.

Thursday, July 29, 2004

ERRO ESSENCIAL DE PESSOA.

ERRO ESSENCIAL DE PESSOAL

 
     Você sabe como se sente uma pessoa que, ao abrir uma linda caixa de presente, descobre que dentro dela existe um rato morto ou coisa parecida?      Pois é, é assim que me sinto quando lembro de você.
     Essa sua trilogia patológica - arrogância, egoísmo e prepotência - faz de você o bonitinho mais ordinário que conheço. Como toda criatura medíocre, você inverte o sentido das palavras e transforma vítimas em algozes.

     Seria engraçado conviver com alguém assim se o personagem fosse fictício, mas você é real. O seu jeito nefasto de ser ficaria ótimo em um vilão coadjuvante de novela mexicana que morresse no último capítulo, entalado com uma espinha de peixe ou infectado pela salmonela de uma maionese comida em um casamento suburbano.

     Acho que o seu problema é de numerologia. A combinação dos seus dois primeiros nomes se assemelha a um prato de macarrão com batata doce. Além disso, quem tem nome do Rei da Espanha é o seu irmão. O seu é de mordomo ou motorista de madame decandente.  

     Por tudo isso, eu gostaria de usar o Código e, baseada no "ERRO ESSENCIAL DE PESSOA", anular todo e qualquer carinho que já senti por você; quaisquer palavras gentis que eu já tenha dito; as madrugadas mornas de longos papos e muito riso e, principalmente, cada minuto precioso da minha vida que eu desperdicei na sua companhia.

     Passe muito mal!!!!!!!!!!!

Tuesday, July 13, 2004

Vade retro!

Não fosse por menos de meia dúzia de canções, eu ignoraria por completo a vida e a obra do Cazuza.

Sem nenhum preconceito relacionado à opção sexual ou ao estilo musical, fosse ele meu vizinho e eu proibiria até minha cachorrinha Cássia Eller (provavelmente também irão fazer um filme biográfico sobre ela) de cumprimentá-lo. A combinação "SEXO, DROGAS E ROCK'N ROLL" não me seduz e eu nunca achei nada de "fenomenal" na obra musical do próprio. Além disso, pelos comentários que ouvi de quem assistiu o filme, o tal Agenor foi mau filho, mau namorado(a), mau colega, enfim... Afinal, não consigo ver nada de espetacular em alguém que manda a própria mãe tomar no c*.

Fiquei pensando no quanto o Frejat engoliu sapos (por amizade ou interesse profissional, não sei) do Cazuza, criatura promíscua e exibida. Isso me faz pensar no Erasmo Carlos que, mesmo sendo o mais talentoso, atura aquele chato do Roberto Carlos há quarenta anos; no Leoni que, sendo sensacional, se calou por muitos anos e deixou aquela insossa da Paula Toller usar suas canções e inúmeras outras criaturas que por algum tipo de sentimento que não consigo definir, se sujeitam em ser coadjuvantes de seres bem menos talentosos que eles.

Tenho a nítida sensação de que, ao contrário do que parece, Deus faz esse tipo de artista morrer jovem por piedade e não por castigo. Com isso, evita que se torne um ser patético e decadente como foi o Elvis no fim da vida. Seres perfeitos não existem mas o Cazuza conseguiu reunir em si o que havia de pior em comportamento humano. Cássia Eller e Renato Russo sempre foram bem mais parecidos com "gente normal" do que ele.

Tomara que o "digno de pena" Chorão caia na real a tempo e vire alguém com quem se possa conviver pois da obra dele, certamente, não dá para aproveitar nem meia dúzia de canções, o que certamente não lhe renderá um filme biográfico.

Por isso, considero que a única coisa relevante em assistir o filme do Cazuza é proporcionar uma boa bilheteria para um filme nacional e pedir a Deus que as próximas gerações não herdem nenhuma característica moral do homenageado.