Quem não morre não vê Deus.

Aprendendo a brincar de ser feliz.

Tuesday, July 13, 2004

Vade retro!

Não fosse por menos de meia dúzia de canções, eu ignoraria por completo a vida e a obra do Cazuza.

Sem nenhum preconceito relacionado à opção sexual ou ao estilo musical, fosse ele meu vizinho e eu proibiria até minha cachorrinha Cássia Eller (provavelmente também irão fazer um filme biográfico sobre ela) de cumprimentá-lo. A combinação "SEXO, DROGAS E ROCK'N ROLL" não me seduz e eu nunca achei nada de "fenomenal" na obra musical do próprio. Além disso, pelos comentários que ouvi de quem assistiu o filme, o tal Agenor foi mau filho, mau namorado(a), mau colega, enfim... Afinal, não consigo ver nada de espetacular em alguém que manda a própria mãe tomar no c*.

Fiquei pensando no quanto o Frejat engoliu sapos (por amizade ou interesse profissional, não sei) do Cazuza, criatura promíscua e exibida. Isso me faz pensar no Erasmo Carlos que, mesmo sendo o mais talentoso, atura aquele chato do Roberto Carlos há quarenta anos; no Leoni que, sendo sensacional, se calou por muitos anos e deixou aquela insossa da Paula Toller usar suas canções e inúmeras outras criaturas que por algum tipo de sentimento que não consigo definir, se sujeitam em ser coadjuvantes de seres bem menos talentosos que eles.

Tenho a nítida sensação de que, ao contrário do que parece, Deus faz esse tipo de artista morrer jovem por piedade e não por castigo. Com isso, evita que se torne um ser patético e decadente como foi o Elvis no fim da vida. Seres perfeitos não existem mas o Cazuza conseguiu reunir em si o que havia de pior em comportamento humano. Cássia Eller e Renato Russo sempre foram bem mais parecidos com "gente normal" do que ele.

Tomara que o "digno de pena" Chorão caia na real a tempo e vire alguém com quem se possa conviver pois da obra dele, certamente, não dá para aproveitar nem meia dúzia de canções, o que certamente não lhe renderá um filme biográfico.

Por isso, considero que a única coisa relevante em assistir o filme do Cazuza é proporcionar uma boa bilheteria para um filme nacional e pedir a Deus que as próximas gerações não herdem nenhuma característica moral do homenageado.





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